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Profissional do Apocalipse Awards

Atualizado: Mai 11

Para celebrar o dia do trabalho, nós convidamos os profissionais do apocalipse para compartilhar com a gente alguns perrengues de trabalho. Nessa data tão simbólica nós precisávamos exaltar aqueles que trabalham sol a sol, mar a mar e de tela em tela.


Recebemos muita coisa e foi bem divertido. Um pouco sofrido também, a gente confessa. Trabalhar nas ciências do mar, de home office, fazendo campo e em reunião virtual não está e nunca foi fácil.


Agradecemos por todos os relatos enviados e para fechar esta campanha nós decidimos fazer o nosso próprio Oscar, o nosso próprio Grammy: o Profissional do Apocalipse Awards!


Seja bem-vinde ao nosso tapete vermelho!


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Se você nos enviou o seu causo, você está automaticamente nominado para o nosso prêmio! Nossas categorias são:

  • EQUIPAMENTOS

  • PERRENGUE CHIC

  • TÍBIO E PERÔNIO

  • EMBARQUE

  • INÍCIO DE UM CAMPO | DEU TUDO ERRADO


Lá no nosso podcast, o Submerso, no episódio Estaleiro #12, você pode ouvir toda a premiação com direito a resumo das histórias e comentários das nossas especialistas. No nosso Instagram, salvamos todos os relatos em um destaque para vocês, é só buscar por Prof. Apocalipse. Já aqui no blog, trouxemos a descrição completa de cada perrengue, suas categorias e os vencedores. E se você ainda não baixou seu ebook para sobreviver ao apocalipse, aproveita e clique aqui.


Vamos lá?


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Vamos começar com a categoria EQUIPAMENTOS! Os indicados são:


1. “A primeira vez que fui fundear um equipamento sozinha: eu ainda era estagiária mas já tinha ido a campo várias vezes acompanhada. Seria a primeira vez que faria todo o processo sem supervisão. Fiz toda a preparação do equipamento, calibração, configuração, fixação na estrutura de fundeio, tudo certinho. Fui pra campo, instalamos o equipamento no fundo por algumas horas e ao retirar o equipamento, notei algumas bolhinhas. Chegando em terra, fui logo comunicar para poder baixar os dados e nada. Ao abrir o equipamento, percebi que um arranhão que estava na parte externa do equipamento, na verdade não era um arranhão e sim uma rachadura. O equipamento queimou e pra consertar teria que enviar para o fabricante, no exterior. O valor para enviar sairia o preço do equipamento. Ou seja, dei prejuízo de muitos mil reais para a empresa.”


2. “Deixei cair a garrafa de van dorn no canal, foi um perrengue para tirar e voltou sem o chumbo."


3.“Em 2017 a gente estava com uma pesquisadora da Austrália dentro da empresa e precisava amostrar alguns recifes em Abrolhos. Ela não falava português, precisava de alguém para acompanhá-la e fazer esse campo, então eu fui escalada pela empresa para fazer toda a parte técnica juntamente com ela, ajudar nas traduções e explicar o que ela precisava em cima do recife. A gente alugou alguns equipamentos, alguns equipamentos caros, que precisava para fazer algumas perfurações em cima do recife. Era um recife de aproximadamente dois quilômetros de extensão a dez quilômetros da costa, então envolta dele é só água e ele só aparece quando a maré tá baixa, se a maré tá alta ele não aparece. A gente precisa perfurar o recife em vários pontos e para isso precisávamos colocar um RTK, que é equipamento que você coloca uma base em uma posição e vai andando com outra base. A verdade é que eu precisava percorrer os dois quilômetros ida e volta e ir em vários pontos de coleta para pegar as coordenadas geográficas e um certo momento eu já não enxergava a base que eu tinha instalado e fixado no meio do caminho. A maré começou a subir e eu precisei pedir para São Longuinho! Fiquei uma hora procurando essa base porque ela não podia molhar, não podia cair no momento que a maré subisse e a maré estava subindo (!!) e já não enxergava a base, o recife já não aparecia mais, a água estava na minha cintura e eu não achava mais o RTK. Precisei pedir para São Longuinho, mas eu achei!”


🏆 E o vencedor éééé… Pensei que era risco mas era rachadura, enchi um equipamento de água e dei prejuízo para empresa! Categoria acirrada, mas todo esse b.o. ainda como estagiária… merecido esse prêmio.


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Na nossa segunda categoria, PERRENGUE CHIQUE, estão concorrendo:


1. “Meu sapato descolou todo o solado em uma reunião no Ministério da Marinha.”


2. “No início fazer um zoom era super chic, me chama no meet, abre o zoom aí, vamos conversar. Agora? Se você quiser me chamar para uma reunião estratégica, de planejamento, não me chama, não! Não aguento mais!”


3. ““Mandem a proposta que finalizamos o contrato”: 6 semanas depois e você atualizando o e-mail”


4. “O palestrante não conseguia entrar no zoom e tive que ligar do whatsapp e botar meu celular na webcam.”


5. “Quando o combinado é fazer um trabalho colaborativo mas todo fim do dia a pessoa manda um arquivo de word versão 5.000 que você nem sabe como editar.”


🏆 E o vencedor éééé… Sola do sapato descolado em reunião com a Marinha! Momento tão esperado, achando que está no auge, todo mundo de roupa social e você lá com sapato perdendo a sola … em nome da dignidade, parabéns!


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Já na categoria TÍBIO E PERÔNIO, os indicados são:


1. “A manga do jaleco encostou no bico de bunsen e começou a pegar fogo comigo dentro. Aaaah!”


2. “Trabalhando até tarde no laboratório e as portas do prédio fecharam automaticamente comigo lá.”


3. “A prateleira com amostras caiu e quebrou todo. Perdi todos os dados que iria usar na iniciação científica. E ainda me intoxiquei de formol.”


🏆 E o vencedor éééé… Prateleira caída + perda de amostras + intoxicação por formol! Porque quebrar uma vidraria, um negócio aqui outro ali, tudo bem, mas perder todas as amostras assim de uma vez … pelo coração forte, pegue este prêmio!


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Na nossa quarta categoria, categoria EMBARQUE, estão concorrendo:


1. “A chatinha enroscou num cabo de uma rede de pesca, deu um tranco e virou. Perdi equipamentos, amostras, dignidade… mas sobrevivemos! Sorte que não era eu pilotando!”


2. “Um dia que precisei me amarrar na cama para conseguir dormir dentro de um navio oceanográfico porque pegamos tempestade em pleno oceano atlântico de duração de dois dias. Ninguém dormiu.”


3. “Barco pequeno, dentro da baía, já balançava muito e insistiram em sair. No final o barco quase virou e teve que voltar.”


🏆 E o vencedor éééé… chatinha virada com perda total: equipamentos, amostras e dignidade! Merecido, porque dói só de imaginar o tranco e as pessoas sendo arremessadas e os treco tudo caindo. Celebre o seu prêmio e siga em busca da dignidade perdida!


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Na última mas não menos importante, a categoria mais concorrida, INÍCIO DE UM CAMPO | DEU TUDO ERRADO, os indicados são:


1. “Fazer campo de captura de tartaruga em junho no sul, ficando metade do tempo dentro da água.”


2. “Fazer campo em época de butuca, só quem viveu sabe!”


3. “Levaram a gente de Kombi porque éramos seis, foram buscar de carro, ou seja 100 km com seis mais o motorista.”


4. “A embarcação afundar e você ficar presa nas redes de pesca. Por sorte, eu estava com o meu estilete.”


5. “O pesquisador veio coletar pepino do mar para um estudo, eu falei “ tu não vai achar pepino do mar, já foi tudo pego pela pesca ilegal, não vai achar.”. Não acreditaram em mim, né, resultado? Passei dois dias mergulhando só procurando pepino do mar sem achar. E mesmo que achasse não ia ter coletado, já tinha tão pouco que não ia acabar com os únicos que tinham sobrado.”


6. “Fui fazer campo em uma ilha isolada e fui picada por uma aranha no rosto, bem do lado da orelha, mas nem percebi, achei que era um mosquito e voltei pra casa tranquila, saltitante. Uns dias depois tive um novo campo nesse lugar, fui, tomei muito sol na cabeça, passei o dia inteiro andando e aí minha cara inchou, inchou muito! A ferida da aranha duplicou meu rosto. Quando voltei para a casa percebi que não estava ganhando poderes especiais mas estava ganhando um novo rosto. Resolvi ir para o hospital, urgente. Aí a saga de ir para o hospital no litoral, né, no Brasil, tive que sair correndo para outra cidade. Descobri que a aranha tinha me picado e o que eu ia fazer da minha vida. Depois da saga ficou tudo bem, tenho uma cicatriz no rosto e fiquei sem poderes…”


7. “O campo tá todo arranjado, o barco acertado, pessoas dispostas, tudo certinho, GPS na mala... mas chove, chove muito! cai granizo,não dá nem pra sair de casa.


8. “Eu fui para uma ilha deserta com mais três ajudantes para fazer um campo do meu doutorado. Como é uma ilha deserta, não é permitido de fato que outras pessoas cheguem na ilha e a gente tem que trabalhar de acordo com a maré. Então, quando a maré está secando, a gente sai para trabalhar e quando a maré está enchendo, a gente volta para a base. Um belo dia a maré estava baixando, pegamos nossas coisas e fomos para as piscininhas naturais para trabalhar. Quando a gente está voltando, de repente, a gente começa a ver de longe, na casa, alguma coisa acenando, demorou mais alguns minutinhos e a gente começou a ouvir “não é alma penada não, não é alma penada não!”, era um vulto dentro da base gritando. Ficamos com medo porque não pode pescar no entorno dessa ilha, então a gente pensava que era algum pescador ilegal que tinha entrado na ilha e a gente não tinha como se defender, porque a gente fica na base só fazendo pesquisa. Daí mandei dois dos meus ajudantes lá, o pessoal que foi colaborar na frente, para tentar falar com ele e fiquei atrás com outra menina que também era minha ajudante. A gente ficou morrendo de medo dele, mas aí no final das contas descobrimos que ele passou mais perrengue que nós, ele era um náufrago, que ficou dois dias à deriva e deu sorte de chegar nessa ilhazinha e se salvar.


🏆 E o vencedor éééé… Coleta na ilha deserta com acolhimento a um náufrago que ficou dois dias à deriva! Náufrago é a coisa mais comum em filmes, essa história exótica merece muitos prêmios!


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Bom… perrengues reconhecidos, prêmios entregues, nossa cerimônia termina por aqui. Agradecemos a todas e todos que vieram e compartilharam esta linda cerimônia conosco. Boa noite e até a próxima edição do Profissional do Apocalipse Awards!


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