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Open Space ou Espaço Aberto, já ouviu falar?

Muitos eventos têm acontecido na internet nesses tempos de pandemia. Quem durante esse período não participou ou assistiu uma live ou debate? Podemos até dizer que já estamos acostumados com essa dinâmica, não é mesmo?! Entretanto, quem esteve no Mar Aberto pode ter experienciado um novo formato de diálogo online, o Open Space ou, em português, Espaço Aberto.


O que é? De onde surgiu?


Basicamente, o Open Space é uma forma de facilitar encontros sistematizada por Harrison Owen - sim, sistematizada e não inventada.


Segundo ele, esta abordagem existe há anos, nossa sabedoria moderna que ofuscou o que já sabíamos.


Owen é autor, consultor e fotógrafo, e ao longo de sua carreira dedicou-se a estudos sobre a natureza, a função do mito, ritual e cultura. Em meados dos anos 60, deixou a academia para trabalhar com uma variedade de organizações, incluindo pequenas aldeias na África, ONGs, corporações e organizações comunitárias urbanas. Ao longo do caminho, descobriu que seu estudo do mito, ritual e cultura tinha aplicação direta a esses sistemas sociais, e em 1977 ele criou a H.H.Owen and Company com o objetivo de explorar a cultura das organizações em transformação como teórico e consultor. Mais tarde, em 1993 é publicada a primeira edição do livro Open Space Technology: A User's Guide, disponível em português com o título Coffee Break Produtivo - Tecnologia do Espaço Aberto.


Aqui no bloom aprendemos a usar o Espaço Aberto em nossas capacitações e experiências com a comunidade Art Of Hosting, que significa A Arte de Anfitriar conversas significativas e colher resultados que importam. E com muito carinho estamos trazendo aos poucos várias dessas artes para as ações da bloom.


Como funciona?


Como uma ferramenta para abordagem de encontros, o Espaço Aberto auxilia na estruturação de processos coletivos de decisão e construção, podendo funcionar para um grupo de cinco até - pasmem! - 2 mil pessoas.


Com um propósito em comum, os participantes são estimulados a se organizarem de forma autônoma e sem hierarquia. Tudo gira em torno de um macro tema, horários e espaços disponíveis, onde os próprios participantes definem o que vai ser conversado e desta forma vai-se construindo a agenda do encontro.


Nós temos basicamente dois papéis, o facilitador e o participante.


O facilitador é o responsável por gerir o espaço e demais recursos. Ele pode ser o idealizador do Open Space, ou pode ser contratado especificamente para aplicar esta metodologia, seja por uma empresa ou projeto. É sua função receber as pessoas, explicar e aplicar a metodologia.


O participante que propõe uma conversa é um anfitrião (mas nós gostamos de chamar de âncora), é responsável por puxar o assunto dentro do seu espaço e tempo pré definidos. Os demais participantes (nossos navegantes!) ficam livres para participar de um ou até passear por todos os espaços disponíveis, contribuindo seja com através do diálogo ou mesmo com sua presença e reflexão.


Fonte: https://philippe.bourgau.net/lets-give-remote-first-open-space-technology-un-conference-a-try/

Para organizar um espaço aberto é importante que:

  • o facilitador do espaço esteja bem à vontade com a metodologia e saiba a importância de cada ação tomada e o desenho da estrutura para viabilizar o Espaço aberto;

  • deixar claro, em termos concretos o que se deseja realizar. Melhor ainda se esta intenção puder ser traduzida em forma de pergunta, que funcionará como questão norteadora do encontro;

  • o tema propicie uma ampla discussão para se chegar a resposta da pergunta norteadora;

  • haja uma estrutura para construção coletiva da agenda do encontro;

  • haja um momento para que os anfitriões exponham o tema de conversa que estão propondo, possibilitando que cada participante possa se organizar conforme seus interesses;

  • os anfitriões sejam instruídos sobre suas responsabilidades: garantir o cumprimento da agenda, de acordos e relatar a essência da discussão no momento de colheita, ao final do encontro;

  • ao final do evento todos se reúnam para compartilhar o que foi discutido e construído em cada um dos espaços.

E por último mas não menos importante, é válido elencarmos aqui alguns elementos importantíssimos para a sustentação de qualquer Espaço Aberto. O Espaço Aberto não irá funcionar se não houver:

  • Paixão: sem paixão não há interesse.

  • Responsabilidade: sem responsabilidade nada é feito.

  • "Auto-seleção voluntária": é a mais plena expressão de paixão e responsabilidade, sendo o único pré requisito para alguém participar.

  • Um problema real: foco em um problema real que é de interesse dos apaixonados envolvidos.

Considerações finais


Repararam que com boas ações de preparo e com grande potencial de alcance, o Espaço Abert pode ser utilizado em diversos contextos? Já imaginou que aplicabilidade ele pode ter no seu trabalho, grupo de pesquisa ou até mesmo na sua dinâmica familiar?


Ainda tem dúvidas sobre e gostaria de saber mais através de um exemplo prático? O Mar Aberto foi a primeira experiência da bloom com o Espaço Aberto e nós te convidamos a saber mais sobre o que rolou aqui.

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