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Minha experiência na oficina da Década do Oceano - Parte II

E aqui estamos novamente! Viemos com a parte 2 dos relatos do nosso coletivo sobre a participação nas Oficinas da Década do Oceano. Já viu a parte 1? Não? Além dos relatos, lá explicamos todo o contexto das oficinas, então se você perdeu, não deixe de conferir, é só clicar aqui.


Hoje finalizamos os relatos com as experiências da Nat e da Amanda. Vamos lá?


Nat


"Participei do GT 7, na oficina da Região Sudeste, junto com a Mari.


Considero que realizar o evento de forma virtual, foi uma boa saída pelo contexto que estamos enfrentando, ao invés de adiar o evento. Dessa forma, o Brasil está sendo um grande exemplo regional de planejamento para a Década do Oceano. Foi um desafio me dedicar ao trabalho síncrono e assíncrono, mas a moderação do evento ajudou bastante e no geral fiquei bem feliz de conhecer outras pessoas que também estão engajadas em atuar para fazer a Década acontecer. Foi uma semana intensa de trabalho e pêndulos na corda bamba entre sonho coletivo (o que queremos) versus pé no chão (o que temos e o que podemos fazer).


Assumo que uma sensação de ansiedade permanece. A ansiedade pré-evento era algo como uma ânsia de conhecer pessoas e construir juntos. Acho que alcançamos esse objetivo e a ânsia pós-evento é de conseguir implementar, ou auxiliar a promover meios e parcerias para implementar o plano de ações que traçamos para a região sudeste.

2020 foi um ano difícil, que me trouxe bastante introspecção. Minha expectativa é que em 2021, com o início da Década, possamos canalizar essa energia de dentro para fora e construir uma década que teremos orgulho em 2030. A partir do que vivenciei na oficina do GT 7 da Região Sudeste, das pessoas inspiradoras que me conectei, acredito que essa expectativa poderá ser amplamente atendida."


Amanda


"A primeira vez que soube que teríamos uma década inteira para as ciências oceânicas, eu logo fiquei curiosa para entender de onde vinha essa intenção, quais seriam os direcionamentos, pilares e como isso poderia ou não influenciar em ações no Brasil. Desde então aproveito todas as oportunidades de me aproximar, aprender mais e contribuir dentro dessa mobilização. Estive em um Workshop do Atlântico Sul no Rio de Janeiro e agora na Oficina Regional do Sudeste, passando por três dos 7 grupos de trabalho, mas vou falar um pouco aqui de como foi a experiência no GT Oceano Transparente durante o oficina regional.


Começando e destacando o papel de uma boa mediação para processos participativos, a Ana Carol que também é do coletivo bloom foi a responsável por conduzir o coletivo e atender a metodologia proposta durante a oficina. Um desafio e tanto que foi lindamente liderado por ela, com toda experiência e profissionalismo. Durante as horas de trabalho ao vivo, foi possível rotacionar anfitriões dos grupos de discussão, o que tornou mais dinâmico o processo, bem como os link online de edição simultânea.


Seguindo ainda olhando com carinho, mas também com pontos de atenção, a representação da sociedade civil e comunidades tradicionais continua sendo um desafio para discussões nesse modelo de governança e estruturação. No GT6 foi simbólica essa participação, mas mesmo que se tivesse um alto engajamento o diálogo, vocabulário e metodologia ainda pode ser um desafio de inclusão dos diferentes perfis que precisamos trazer para essas conversas. Outro ponto que observo é uma certa prolixidade daqueles que possuem um carreira acadêmica, não todos é claro, mas é um padrão sentir que a forma de comunicar de algumas pessoas pode gerar um entrave no fluxo de assertividade e tomada de decisão quando participo de espaços que a maior representatividade são desses profissionais. Além de ocupar muito o espaço de fala, quando o desafio é o tempo e a vontade de escutar diferentes opiniões e perspectivas, gerando uma dominância de linha de raciocínio. Um desafio não só para as ações da Dédada do Oceano, mas para todas iniciativas que pretendem unir diferentes atores e manter o diálogo técnico-científico.


Ainda sobre a oficina, como foi difícil pensar em longo prazo, um dos nossos desafios de contribuição. Não sei se é uma mistura de querer que as coisas aconteçam logo e um senso de emergência, com uma dificuldade de planejar para daqui a 10 anos em um cenário com tantas fragilidades. Parece que o terreno não é sólido o suficiente para conseguir olhar para tão longe com tantos detalhes.


Bom, toda a equipe envolvida mostrou seu trabalho, conteúdo, material de apoio para garantir que déssemos o nosso máximo de contribuição. Destaco também a importância dos resultados de cada uma das regiões estarem disponíveis pelo Youtube, seguimos agradecendo que vem trabalhando para essa mobilização e pensando em qual papel ocupar, onde somar e o que fazer a partir das necessidades e insights individuais e coletivos."


E aí, o que achou dessas experiências? Você também participou de alguma oficina da década?


Para fechar esse tema aqui no blog, vamos deixar o link do webinário que aconteceu no dia 2 de dezembro de 2020, com um resumo das oficinas e das visões dos GTs, bem como uma análise comparativa entre as regiões brasileiras para cada um dos resultados esperados da Década do Oceano.




Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=kiqhiBXou-Q


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