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Minha experiência na oficina da Década do Oceano - Parte I

A Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável é um período de 2021 a 2030 planejado para receber atenção e incentivo de orgãos intergovernamentais, como a UNESCO, e governamentais, em cada país, para o desenvolvimento das ciências do mar. Este momento do mar, de crucial importância, está sendo planejado em nível mundial e regional desde 2017. Aqui no Brasil, a proposta chegou com mais força em 2019, quando tivemos o primeiro Workshop Regional da Década do Oceano no Atlântico Sul, que aconteceu no Rio de Janeiro. Depois desse evento, foram planejados encontros sub-nacionais virtuais em cada macro-região do Brasil para discutir a implementação da ações coerentes com a Década em escala local.



As oficinas se propuseram a discutir temas prioritários, possíveis parcerias e ações de curtos, médio e longo prazo para 7 objetivos (que viraram 7 grupos de trabalho):

  • GT 1: um oceano limpo

  • GT 2: um oceano seguro

  • GT 3: um oceano saudável e resiliente

  • GT 4: um oceano produtivo e explorado sustentavelmente

  • GT 5: um oceano previsível

  • GT 6: um oceano transparente e acessível

  • GT 7: um oceano conhecido e valorizado por todos

Mulheres da bloom espalhadas pelo Brasil tiveram a oportunidade de participar de alguns momentos destas oficinas, abaixo você encontra o relato delas :)

Mari


"Vivenciei a oficina da região Sudeste como participante do GT 7 e cheguei feliz para discutir comunicação e cultura ocêanica com rostos conhecidos e novos. Foi uma experiência bastante interessante. Estava receosa de não conseguir focar para me dedicar ao trabalho coletivo simultâneo durante as manhãs da semana da oficina. Mas correu tudo bem. Adorei ver a bloom surgir espontaneamente como parceira das ações da década e ver ações de comunicação cada vez mais reais e palpáveis.


Duas semanas depois, participei da oficina da região Sul como moderadora, também no GT 7. Foi muito interessante estar do lado dos bastidores e ver o trabalho intenso da organização do evento (fica aqui meu beijo e obrigada pra Barbara, Carol, Ronaldo e Jorge Olavo que me fizeram companhia nos cafés da manhã dessa semana e trabalharam muito muito). E o mais impactante: como o Brasil é diverso, ainda me surpreendo muito com isso. Os rumos, os temas e os estímulos de conversa foram muito diferentes da minha vivência como participante da oficina da região sudeste. Deu pra matar um pouquinho da saudade do sotaque da minha terra e assimilar o desafio que a gente tem pela frente nos próximos 10 anos.


O Brasil, neste tamanho continental, tem um potencial gigante de valorizar as regionalidades e apostar em planos e ações que valorizem o oceano e as pessoas que a gente têm por aqui. Vem logo, 2021. :)"


Mica


"Participei da oficina da Região Norte no GT7, cheguei curiosa para entender qual seria a proposta e o que ia surgir dessa oficina. Fiquei um pouco receosa das dinâmicas do grupo não garantirem a participação de todos, e claro, por ser online, foram poucos os representantes das comunidades tradicionais. Mesmo com alguns atropelos fiquei satisfeita com o resultado coletivo do GT7 e demais GT, foi ótimo ver a potência da Região Norte e a diversidade de atores envolvidos com as questões oceânicas.


Percebi também que por ser a primeira dessa série de oficinas, com os feedbacks dos participantes a equipe organizadora fez ajustes para as demais regiões. E deixo aqui meus parabéns por isso, pelo cuidado da equipe em avaliar as críticas e propor mudanças para as demais oficinas. O que também surgiu de novo, foi a proposta de um grupo de apoio à mobilização (GAM) regional para a Década, composto por representante dos três setores e participantes da oficina. Acredito que a iniciativa do GAM vai permitir a ampliação das mobilizações, bem como a capilarização em diferentes territórios. Estou curiosa para ver os próximos passos e ansiosa para contribuir com esse processo de mobilização regional.


Comunicar sobre a Década dos Oceanos em uma região que o Rio é Mar é um um desafio, e por isso é tão importante a participação de representantes locais no processo de mobilização e comunicação. "


Manu


"Participar da Oficina da Região Sudeste dentro do GT 3 - Um Oceano Saudável e Resiliente - me deixou muito entusiasmada. Ver pessoas comprometidas com propostas essenciais à saúde do oceano, dedicando tempo e seus conhecimentos de forma colaborativa foi instigante e inspirador. O exercício de pensar “A ciência que precisamos para o oceano que queremos” me trouxe uma certa esperança e um gás para seguir na luta pela conservação.


Na minha percepção, oficinas online acabam limitando um pouco a interatividade, mas por outro lado, traz uma certa objetividade que é importante para o processo. Além disso, a organização do evento foi muito feliz na escolha do método e da dinâmica, pois nos permitiu entender a transversalidade dos temas e a complexidade dos problemas. Algumas questões como a baixa representatividade de setores importantes, como as comunidades tradicionais, ficaram ainda mais evidentes neste formato, porém foi reconhecido de forma quase unânime pelos GT’s que este é também um dos grandes desafios da Década.


Por fim, acredito que as oficinas podem ser uma boa representação do que será a Década dos Oceanos. Um reflexo de como cada um fazendo sua parte, construindo juntos e de forma colaborativa, todos podem participar e contribuir para esse momento decisivo do futuro do nosso planetinha azul. O que me deixou feliz também foi ver que a Bloom já entendeu isso (ou melhor, já nasceu assim!) e de forma natural estávamos lá, somando cada uma a sua maneira."


E aí, o que achou dessas experiências? você também participou de alguma oficina da década? Conta aqui pra gente.


Em breve a gente volta com a parte II desse texto trazendo um pouco mais da experiência do nosso coletivo!

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